domingo, 18 de outubro de 2020

BUSQUEMOS A ETERNIDADE

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BUSQUEMOS A ETERNIDADE

Ainda que o homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova dia a dia.

Paulo (II CORÍNTIOS, 4:16).

Não te deixes abater, ante as alterações do equipamento físico.

Busquemos a Eternidade.

Moléstias não atingem a alma, quando não se filiam aos remorsos da consciência.

A velhice não alcança o espírito, quando procuramos viver segundo a luz da imortalidade.

Juventude não é um estado da carne.

Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de pavorosas ruínas.

Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício temperam-lhe o caráter.

O espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.

Recorda que o estágio na Terra é simples jornada espiritual.

Assim como o viajante usa sandálias, gastando-as pelo caminho, nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha ascensional para a Grande Luz.

Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo, e nosso espírito, ainda mesmo nas mais avançadas provas da enfermidade ou da senectude, será como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.

NOSSA REFLEXÃO

Emmanuel nos brindou com essa página, com o intuito de levantar os ânimos daqueles e daquelas que possam vir a estar ou estão desanimados (as), decepcionados (as), sem forças para continuar.

Sejamos qual uma lagarta que num processo de transformação se torna em uma bela borboleta.[i]

Tudo que nos acontece deve servir como uma oportunidade de crescimento, como Emmanuel nos fala nesta mensagem, ora refletida. Em outra mensagem dele, intitulada Sempre adiante, contida no livro Caminho, Verdade e Vida, ele corrobora esse pensamento:

O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legitima.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII (Sedes perfeitos), Item 11, George, Espírito Protetor, nos disserta sobre o cuidado concomitante que devemos ter com o nosso corpo e a nossa alma.

Que nós tenhamos em vista que a nossa verdadeira vida é a espiritual, desprovida do corpo físico, que A. Kardec intitula de Vida Futura e disserta sobre o benefício de vivermos focados nela.[ii]

Que sejamos confiantes, mesmo nas maiores adversidades, pois tudo pode ser utilizado como uma ponte ascensional para uma vida melhor, espiritualmente falando. Nessas oportunidades, são testadas a nossa capacidade de olhar o próximo tão necessitado como nós e, muitas vezes, até mais que nós, e de compreender que estamos vivendo momentos de edificação espiritual.

Que Deus nos ajude.

Domício.

Ofereço duas singelas poesias, feitas em momentos distintos, fragmentos poéticos de L. Angel, que estão ligadas aos pensamentos aqui apresentados.

Enquanto a lagarta não sai do casulo,
Transmudada em borboleta,
A natureza fica, em tempo não nulo,
A esperar uma evolução que, de certo, com dor é feita.

L. Angel
Bom dia!
Que Deus te dê muita paz e alegria!
Mas se, hoje, algo não dê certo,
Não se preocupe, pois Deus está por perto.
L. Angel 27/10/17

[i] A. Kardec fez uma comparação do processo de transformação de uma lagarta em uma borboleta, na questão 158 de O Livro dos Espíritos. Os Espíritos Superiores o responderam, achando uma boa metáfora, desde que não fosse tomada ao pé da letra.
[ii]
Vide em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. II (Meu Reino não é deste mundo), Item 2.

domingo, 11 de outubro de 2020

ENTRE O BERÇO E O TÚMULO


                                                                            168

                                                 ENTRE O BERÇO E O TÚMULO

Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem, porque as que se veem são temporais e as que se não veem são eternas.

Paulo (II CORÍNTIOS, 4:18).

A flor que vemos passa breve, mas o perfume que nos escapa enriquece a economia do mundo.

O monumento que nos deslumbra sofrerá insultos do tempo, contudo, o ideal invisível que o inspirou brilha, eterno, na alma do artista.

A Acrópole de Atenas, admirada por milhões de olhos, vai desaparecendo, pouco a pouco, entretanto, a cultura grega que a produziu é imortal na glória terrestre.

A cruz que o povo impôs ao Cristo era um instrumento de tortura visto por todos, mas o espírito do Senhor, que ninguém vê, é um sol crescendo cada vez mais na passagem dos séculos.

Não te apegues demasiado à carne transitória.

Amanhã, a infância e a mocidade do corpo serão madureza e velhice da forma.

A terra que hoje reténs será no futuro inevitavelmente dividida.

Adornos de que te orgulhas presentemente serão pó e cinza. O dinheiro que agora te serve passará depois a mãos diferentes das tuas.

Usa aquilo que vês, para entesourar o que ainda não podes ver.

Entre o berço e o túmulo, o homem detém o usufruto da terra, com o fim de aperfeiçoar-se.

Não te agarres, pois, à enganosa casca dos seres e das coisas.

Aprendendo e lutando, trabalhando e servindo com humildade e paciência na construção do bem, acumularás na tua alma as riquezas da vida eterna.

NOSSA REFLEXÃO

Tudo que nos vem decorrente de nossas atividades são apenas um alargamento de possibilidades de desenvolvermos, cada vez mais, o nosso potencial de desapego às coisas materiais. Somos aquilo que pensamos e fazermos e não o que amealhamos em termos de glórias e posses materiais.

Devemos ter em mente que os sucessos e as posses, bem como os insucessos e perdas, são temporárias no plano terreno. Tudo perece com o tempo ou pode ser renovado com caráter mais humanitário.

Jesus, ensinando ao jovem rico, exaltou os tesouros que adquirimos no Céu em decorrência de nos desprendermos dos tesouros da Terra[i]. Como Emmanuel nos exorta, nesta mensagem: “Usa aquilo que vês, para entesourar o que ainda não podes ver”.

Devemos, então, dar mais valor, enquanto estivermos nesse intervalo de vida que Emmanuel assinala nessa mensagem, que ora refletimos, as coisas relativas à nossa vida futura.

Assim, relevando a nobreza de um Encarnado que dá mais valor à vida futura (espiritual) que à presente (material), A. Kardec nos ilumina com as seguintes elucidações:

[...] o homem, instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que só por pouco tempo permanecerá no lugar em que se encontra, cuida de estar aí o melhor ou o menos mal que lhe seja possível. Ninguém há que, dando com um espinho debaixo de sua mão, não a retire, para se não picar. Ora, o desejo do bem-estar força o homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas Leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da Providência que, para tal fim, o pôs na Terra. Simplesmente, aquele que se preocupa com o futuro não liga ao presente mais do que relativa importância e facilmente se consola dos seus insucessos, pensando no destino que o aguarda[ii].

Estes pensamentos deverá nos ajudar a nos manter tranquilos quando algo nos aborrecer. Tudo deve servir de motivo para nos alçar a posições superiores na vida espiritual.

Sejamos qual aqueles que veem os problemas como se estivesse no alto de uma montanha vendo as pedras em sua base.

Que Deus nos ajude.

Domício.



[i] Mateus, 19:16 a 24; Lucas, 18:18 a 25; Marcos, 10:17 a 25. Vide interpretação de A. Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI (Não se pode servir a Deus e a Mamon).
[ii]Vide a íntegra em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. II, itens 5 a 7.

sábado, 10 de outubro de 2020

SINCRONIA ENTRE OS BLOGS ESPÍRITAS DE MINHA AUTORIA

 Caríssimos (as) irmão (ãs),

Ao acessarem essa página, a partir de uma busca por um termo específico, convido-lhes a explorar mais o blog que já tem, até hoje, 167 mensagens refletidas do livro Fonte Viva de Emmanuel (Chico Xavier) e publicadas na ordem que se apresentam no livro.

Todo domingo a partir das 8h, faço a reflexão da mensagem da vez e publico nesse blog. Temos a previsão de encerrar o livro no início de janeiro/2021.

Se explorarem a coluna direita do blog vocês encontrarão outras informações da Doutrina Espírita, como máximas, e relativa a sites ligados ao Espiritismo.

Em particular, vocês encontrarão os links para os outros blogs meus que apresentam as reflexões sobre as mensagens contidas nos livros: Caminho, Verdade e Vida (Emmanuel/Chico Xavier) e Espírito da Verdade (Espíritos Diversos/Chico Xavier/Waldo Vieira). Ressalto que ambos os livros têm todas as mensagens refletidas no seu blog específico.

Fraternalmente,

Domício.

São Luís - MA, 10/10/2020.

domingo, 4 de outubro de 2020

OBSERVEMO-NOS

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OBSERVEMO-NOS

Aquele que diz permanecer nele, deve também andar como Ele andou.

João (I JOÃO, 2:6).

Há quem afirme viver com a bondade de Jesus e não hesita em atirar-se contra os semelhantes, através da maledicência e da crueldade.

Há quem assevere compreender o otimismo do Divino Mestre e não vacila em concentrar-se nas sombras do pessimismo e do desespero.

Há quem proclame a fraternidade do Cristo, incentivando a separação e a discórdia.

Há quem exalte o trabalho incessante do Senhor na extensão do bem, acomodando-se na rede da preguiça e do comodismo.

Há quem louve a simplicidade do eterno Amigo, complicando todos os problemas da estrada.

Há quem glorifique a paciência do sublime Instrutor, agarrando-se ao pedregulho da agressividade e da intolerância.

Se nos confessamos aprendizes do Evangelho, observemos os nossos próprios passos.

Lembremo-nos de que o nome de Jesus está empenhado em nossas mãos.

Assim compreendendo, afeiçoemo-nos ao Modelo divino.

Quando o apóstolo nos declara "aquele que diz permanecer nele, deve também andar como Ele andou", deseja naturalmente dizer: "quem se afirma seguidor de Jesus, decerto deverá imitar-lhe a conduta, buscando viver na exemplificação em que o Mestre viveu".

NOSSA REFLEXÃO

O Mestre Jesus nos disse, pois tinha/tem a autoridade para dizer, que Ele era/é o Caminho, a Verdade e a Vida, se constituindo um modelo para nós[i]. Ele, como um excelente Pedagogo, não nos deixou uma página escrita. Contudo, gravou nos corações dos que o seguiram, particularmente os Discípulos, como devia ser a nossa postura diante da vida e do semelhante. Como se dissesse, “sigam-me os bons”.

Para consolar os que viviam ou viveriam atribulações acerbas, no encantou com o grafado em Mateus (11: 28 a 30): “Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo”[ii].

Então, como Emmanuel nos atenta, nesta mensagem, ora refletida, devemos ser vigilantes quanto à nossa conduta no dia-a-dia, pois “se nos confessamos aprendizes do Evangelho, [devemos observar] os nossos próprios passos”, constituindo, assim, um bom terreno para o divino Semeador.

Que tenhamos a capacidade de discernir a boa semente da má, lançadas a nós, pois temos sido, milenarmente, um terreno pedregoso em que as boas sementes tem sido jogadas pelo Semeador, mas como não criam raízes, logo que o sol das adversidades aparece, elas ressecam (MATEUS, 13:1 a 9 ou 18 a 23)[iii].

Que Deus nos ajude.

Domício.



[i] Segundo os Espíritos Superiores que contribuíram com a Codificação Espírita, na resposta à questão de nº 625 de O Livro dos Espíritos, Jesus é “[...] o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo [...]”.

[ii] Vide dissertação de A. Kardec a respeito em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.VI, Item 2. Recomendo a leitura de todo o capítulo, pois ele trata do advento do Espiritismo (ou do Espírito de Verdade que Ele prometeu), que é 3ª Revelação cristã.

[iii] Vide Capítulo XVII, Item 6, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, onde A. Kardec faz uma analogia da parábola com os diversos tipos de espíritas.

domingo, 27 de setembro de 2020

SIGAMO-LO

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SIGAMO-LO

Aquele que me segue não andará em trevas.

Jesus (JOÃO, 8:12).

Há quem admire a glória do Cristo. Mas a admiração pura e simples pode transformar-se em êxtase inoperante.

Há quem creia nas promessas do Senhor. Todavia, a crença só por si pode gerar o fanatismo e a discórdia.

Há quem defenda a revelação de Jesus. Entretanto, a defesa considerada isoladamente pode gerar o sectarismo e a cegueira.

Há quem confie no Divino Mestre. Contudo, a confiança estagnada pode ser uma força inerte.

Há quem espere pelo eterno Benfeitor. No entanto, a expectativa sem trabalho pode ser ansiedade inútil.

Há quem louve o Salvador. Louvor exclusivo, porém, pode coagular a adoração improdutiva.

A palavra do Enviado celeste, entretanto, é clara e incisiva: "Aquele que me segue não andará em trevas."

Se te afeiçoaste ao Evangelho não te situes por fora do serviço cristão.

Procuremos o Senhor, seguindo-lhe os passos.

Somente assim estaremos com o Cristo, recebendo-lhe a excelsa luz.

NOSSA REFLEXÃO

Admiração, crença, defesa, confiança, espera, adoração e louvor a Jesus são expressões cultivadas por todo cristão. A passagem encarnada do Mestre pela Terra se constituiu um divisor histórico para a humanidade. Somos devedores de sua excelsa compaixão por nós.

Contudo, devemos ter em mente que Ele incentivou, por atos, a não nos prendermos a Palavra, mas à ação em favor do próximo e de nós mesmos.

Então, se quisermos a Sua companhia, devemos estar em ação caritativa, não só social, mas sobretudo moral, pois há muitos que estão na condição só de receber, materialmente falando[i]. Mesmo nessa condição, podemos estar com Jesus, se considerarmos o Sermão da Montanha[ii] e trabalharmos em nossa reforma íntima[iii] e em favor do próximo.

Que sejamos seguidores de Suas ações quando esteve conosco, pois elas representam toda a Palavra que Ele nos deixou.

Que Deus nos ajude.

Domício.



[i] Vide O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII, itens 9 e 10 e Cap. XV.

[ii] Vide a sua interpretação em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, VII, VIII, IX e X.

[iii] “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más” (Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII, item 4.

domingo, 20 de setembro de 2020

NÃO DUVIDES

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NÃO DUVIDES

O que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte.

Tiago (TIAGO, 1:6).

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso. alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã.

Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente - eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E, nessa peregrinação incansável, não nos esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.

NOSSA REFLEXÃO

Esta mensagem de Emmanuel nos faz lembrar que, segundo Um Espírito Protetor, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, Item 12,

[...] a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas (grifos do autor).

Assim, devemos desenvolver essa qualidade em relação a nós e a Deus. Daí, muito pertinente o título dessa mensagem de Emmanuel: “Não duvides”.

Sabedores que não nos encontramos sozinhos e que temos uma experiência milenar (que não lembramos, mas que se manifesta em nossas disposições para realizar algo) e aquela da vida atual, tudo pode ser resolvido se nos dispusermos a resolver. Creiamos em Deus, nos amigos espirituais superiores a nós, naqueles amigos de mesmo estágio evolutivo que nós e, principalmente, creiamos em nós mesmos, porque, afinal, quem tem que tomar uma decisão somos nós.

Emmanuel, nesta mensagem que ora refletimos, nos exorta o seguinte:

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo. Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Ou seja, devemos seguir ao que Jesus nos propôs em Mateus (7: 7 a 11)[i], independentemente dos insucessos de qualquer hora e da demora em alcançarmos nossos desideratos.

Sejamos fervorosos e esperançosos, pois essas qualidades nos credenciam aos postos mais altos ao que nos encontramos no momento. Segundo José, Espírito Protetor, a fé é mãe da esperança e da caridade. Sobre isso, ele nos apresenta o seguinte pensamento:

A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?[ii]

Que Deus e o nosso Anjo Guardião[iii] não nos deixem esquecer disso.

Domício.


[i] Vide, sobre essa passagem evangélica, em que se extrai a máxima BUSCAI E ACHAREIS, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXV (Buscai e Achareis).
[ii] Vide mensagem na íntegra em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, Item 11.
[iii]
Sobre o Anjo Guardião ou Espírito Protetor, busque informações em O Livro dos Espíritos, questões 489 a 495.

domingo, 13 de setembro de 2020

DIANTE DE DEUS

 164

DIANTE DE DEUS

Pai nosso...

Jesus (MATEUS, 6:9).

Para Jesus, a existência de Deus não oferece motivo para contendas e altercações.

Não indaga em torno da natureza do Eterno.

Não pergunta onde mora.

Nele não vê a causa obscura e impessoal do Universo.

Chama-lhe simplesmente "nosso Pai".

Nos instantes de trabalho e de prece, de alegria e de sofrimento, dirige-se ao supremo Senhor, na posição de filho amoroso e confiante.

O Mestre padroniza para nós a atitude que nos cabe, perante Deus.

Nem pesquisa indébita.

Nem inquirição precipitada.

Nem exigência descabida.

Nem definição desrespeitosa.

Quando orares, procura a câmara secreta da consciência e confia-te a Deus, como nosso Pai Celestial.

Sê sincero e fiel.

Na condição de filhos necessitados, a Ele nos rendamos lealmente.

Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma força irradiando vidas.

Não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-lhe o amor.

Procuremos, assim, nosso Pai, acima de tudo, e Deus, nosso Pai, nos escutará.

NOSSA REFLEXÃO

Essa entrega que Emmanuel nos propõe é coerente com o que Jesus Cristo nos assinalou, especialmente ao nos ensinar a orar ao nosso Pai.

Em nosso estágio evolutivo não é possível compreendermos a essência de Deus, pois segundo os Espíritos Superiores, respondendo à Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos (questões 10, 11 e 214):

10 – Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11 – Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?

“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.” A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz ideia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme a sã razão.

244 – Os Espíritos veem a Deus?

“Só os Espíritos superiores o veem e compreendem. Os inferiores o sentem e adivinham.”

Emmanuel, um dos colaboradores da Codificação Espírita, nessa mensagem ora refletida, corrobora as respostas acima, quando nos fala que “não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-lhe o amor”.

Um dia chegaremos à condição de Espíritos Puros[i] e, então, poderemos compreender a Deus.

Sejamos, então, humildes ao nos dirigir ao nosso Pai, pois somos suas crias e ele nos quer perfeitos. Emmanuel enfatiza, acima, que “na condição de filhos necessitados, a Ele nos rendamos lealmente”.

Que os bons Espíritos ajude a lembrar disso.

Domício.

Ofereço ao leitor e à leitora  deste blog uma poema de L. Angel


Verbos auxiliares

L. Angel      12/09/2020

 

Quando algum mal inesperado surgir,

Causando-lhe certa angústia,

Sê firme e não deixe o desânimo te atingir:

Aceita, agradece, entrega e confia*.

 

Se as coisas não fazem jus à luta,

Desanimando a continuar, causando-lhe apatia,

Segue em frente e escuta:

Aceita, agradece, entrega e confia.

 

Na vida tudo passa, dia após dia.

Se algo não der certo,

Aceita, agradece, entrega e confia.

 

Se algo muito te desafia,

Não se sinta só, Deus está por perto.

Aceita, agradece, entrega e confia.

 

*Professor Hermógenes


[i] Vide Parte Segunda, Cap. I, itens 100 a 113 de O Livro dos Espíritos (especialmente os itens 112 e 113) sobre a Escala evolutiva dos Espíritos.

domingo, 6 de setembro de 2020

APRENDAMOS COM JESUS

 163

APRENDAMOS COM JESUS

Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa; assim como o Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

Paulo (COLOSSENSES, 3:13).

É impossível qualquer ação de conjunto, sem base na tolerância.

Aprendamos com o Cristo.

O Homem identifica no próprio corpo a lei da cooperação, sem a qual não permaneceria na Terra.

Se o estômago não suportasse as extravagâncias da boca, se as mãos não obedecessem aos impulsos da mente, se os pés não tolerassem o peso da máquina orgânica, a harmonia física resultaria de todo impraticável.

A queixa desfigura a dignidade do trabalho, retardando-lhe a execução.

Indispensável cultivar a renúncia aos pequenos desejos que nos são peculiares, a fim de conquistarmos a capacidade de sacrifício, que nos estruturará a sublimação em mais altos níveis.

Para que o trabalho nos eleve, precisamos elevá-lo.

Para que a tarefa nos ajude, é imprescindível nos disponhamos a ajudá-la.

Recordemos que o supremo Orientador das equipes de serviço cristão é sempre Jesus. Dentro delas, a nossa oportunidade de algo fazer constitui só por si valioso prêmio.

Esqueçamo-nos, assim, de todo o mal, para construirmos todo o bem ao nosso alcance.

E, para que possamos agir nessas normas, é imperioso suportar-nos como irmãos, aprendendo com o Senhor, que nos tem tolerado infinitamente.

NOSSA REFLEXÃO

O bom Jesus foi um exemplo de conduta para toda a humanidade. Afinal, foi para isso que se sacrificou ao descer de sua altura, até nós, para nos ensinar, pessoalmente, como deveríamos nos conduzir perante a todos e todas que convivessem conosco, em família, no clube, no trabalho, na rua e no templo religioso.

Reuniu doze Discípulos e serviu a todos como um verdadeiro líder deve fazer, motivando a todos a fazer o certo. Disse Ele:

Aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; e aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. (MATEUS, 20:20 a 28.)[i]

Então, baseados num princípio de humildade, devemos nos conduzir de modo cristão em qualquer trabalho, especialmente no trabalho espírita, como o Cristo nos ensinou. Na condição de líder de um grupo ou de um trabalho, devemos escutar a todos e a todas para que a sua Coordenação seja o resultado da compreensão real dos objetivos e procedimentos a serem executados.

Como Emmanuel nos adverte nesta mensagem, que ora refletimos:

Indispensável cultivar a renúncia aos pequenos desejos que nos são peculiares, a fim de conquistarmos a capacidade de sacrifício, que nos estruturará a sublimação em mais altos níveis.

Isto é, entender que o trabalho na seara cristã não é nosso, mas do Cristo, é indispensável para a harmonia de um grupo de trabalho espírita. Devemos ser nem muito arrogante, nem muito acrítico, pois muito vale a nossa experiência para o engrandecimento do trabalho. Contudo, não queiramos que sempre prevaleçam as nossas ideias.

Sejamos benevolentes com os nossos pares, como o Cristo é com todos nós, contando sempre com todos para que o seu trabalho cada vez mais surta efeito nas consciências de todos e todas que fazem ou buscam o trabalho assistencial ou espiritual oferecido pela Casa Espírita.

Que Deus nos ajude a ter sempre isso em mente no nosso dia a dia.

Domício.


[i] Allan Kardec disserta sobre essa passagem evangélica, e outras similares, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII (Bem-aventurados os pobres de espíritos), Item 6.